quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nabantino e Maria

Como o Artes & Subversão também tem seus dias de jabá...

Segue abaixo informativo sobre a nova temporada do espetáculo da Companhia de Lobos, da qual sou integrante desde o final do ano passado. A peça já foi apresentada com sucesso em dezembro de 2008 no Espaço Cultural Capemi, quando tivemos a inesperada honra de ter na platéia a sra. Denise Azevedo (neta de Artur Azevedo, um dos homenageados).

A Cia de Lobos apresenta

Nabantino e Maria

Um Centenário Duelo de Palavras
(em memória de Artur Azevedo e Machado de Assis)


Teatro de Bolso Thelmo Portela
Espaço Cultural Tocando em Você
Rua General Roca, 518 – Tijuca
Toda quarta-feira de maio às 18h30
(dias 6, 13, 20, 27)
Ingresso R$ 12,00

Elenco: Antonio Sciamarelli, Erika Liporaci, Gedivan de Albuquerque, Jairo Goulart, Karlla Bastos e Soninha Silva

Cenografia, caracterização e figurino: Jairo Goulart
Operação de som: Antonio José Martinho
Roteiro, textos condutores e direção: Antonio Sciamarelli
Produção: Cia de Lobos

O espetáculo homenageia, em seu centenário de imortalidade, dois ilustres escritores brasileiros: Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo e Joaquim Maria Machado de Assis. O ponto de partida é um encontro fictício e post-mortem entre os dois autores, no qual travam uma acalorada - porém cordial - discussão sobre qual dos dois fora, em vida, o mais genial. Esse é o mote a partir do qual as obras vão sendo encenadas.


Roteiro

A Carteira (Machado de Assis)
Homem endividado encontra uma carteira. O embate entre a tentação e os princípios morais é tratado, neste breve conto, com a típica ironia machadiana.

A Ama-seca (Artur Azevedo)
Romualdo é um marido exemplar até o dia em que sua esposa, D. Eufêmia, sai de viagem. Com o seu bom humor característico, o autor tece um breve comentário sobre a infidelidade.

Não Consultes Médico (Machado de Assis)
Senhora de meia idade, que se diz “médico”, tem a mania de dar conselhos no intuito de curar nos outros, como diz, “moléstias morais”. Engenhosa comédia romântica que brinca com os costumes do final do século XIX.

O Oráculo (Artur Azevedo)
Jovem aventureiro decide pôr fim ao caso com uma virtuosa viúva e recorre aos conselhos de um homem mais experiente com reputação de sábio em questões de amor. Nesta comédia melodramática, o autor revela um pouco de sua alma feminista.

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